domingo, setembro 16, 2007
terça-feira, julho 31, 2007
Rasgo este véu que me separa da loucura
E sinto-a invadir-me em ondas de raiva e júbilo
Com ódio do nada e do tudo, que ocupa os espaços vazios
entre este mundo e o outro
o real e a ilusão,
a desejo e a cobardia
Que medo de soltar o monstro
escondido no fundo do poço que sou
que desespero ansioso por oculta-lo
da luz deste impávido dia de refugo.
Confinado a mim,
neste ruído mudo, que me dilacera o corpo,
Sinto-me restos
Não somente p’la corrosiva dor
Mas p’la força de crer ser livre
nesta ira de te ter perto
Rastejo como verme,
nesta existência lodosa
Esmagando-me contra esta corrente de gente,
pálida e dormente
E sinto o mundo sugar-me o sangue das veias
Espezinhando tudo o que cresce
Como ódio rangente do nada que tenta ser gente.
E sinto-a invadir-me em ondas de raiva e júbilo
Com ódio do nada e do tudo, que ocupa os espaços vazios
entre este mundo e o outro
o real e a ilusão,
a desejo e a cobardia
Que medo de soltar o monstro
escondido no fundo do poço que sou
que desespero ansioso por oculta-lo
da luz deste impávido dia de refugo.
Confinado a mim,
neste ruído mudo, que me dilacera o corpo,
Sinto-me restos
Não somente p’la corrosiva dor
Mas p’la força de crer ser livre
nesta ira de te ter perto
Rastejo como verme,
nesta existência lodosa
Esmagando-me contra esta corrente de gente,
pálida e dormente
E sinto o mundo sugar-me o sangue das veias
Espezinhando tudo o que cresce
Como ódio rangente do nada que tenta ser gente.
sábado, julho 21, 2007

Na profundidade de mim
tenho saudade do que nunca tive
Que dor do nada que és
Que longe como sempre estiveste
Mas que ânsia tenho de ti
Pois meus dedos sentem teu rosto
Meus lábios tocam os teus
E num grito de alma martirizada, minha pele suplica por ti
É assim que sou sombra
em torno da fogueira que és tu
e ao acercar-me de teu calor
vejo o fim em tua luz
sexta-feira, março 23, 2007
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Sombra de euforia
Hoje minha alma rasga-see a fugidia razão me abandona
entre espinheiros de frio
e metal retorcido sobre mim
Minha vontade é papel e tinta
Que me cega
E me faz sentir meu intento
Despido sobre folhas
Corpo de musa que desfila em ondulantes movimentos
Com a sensualidade de um encanto
Que tenta a minha vontade de ser Ser
E me esmaga o ânimo real
E a consciência de estar consciente inconscientemente
Vejo as ideias de quem sou e de quem fui
E não me reconheço
nesse mar sereno de medo e fumo
como bruma que separa do mundo,
os mistérios que me habitam.
Entre a realidade e a ilusão de mim
Sinto um êxtase de sonhos
E navego,
espaço vago de pensamentos,
estendidos num fundo sem cor
que lutam por se impor
à paz que me não ocupa
e me atormentam.
Vigor mórbido
De seres que se ligam a mim
e me tornam mais ser
Do ser que não fui
não serei
mas sou.
Desperto-me,
e em teus olhos
De brilho escuro e amarelo
Que me abalam e espezinham,
entre espaços mortos de presença.
Exaltação de sonhos e formas
Meu medo…
tão sórdido,
por ti tão presente,
tão paralelo a mim
torna-me espectro de tuas vontades.
Sou testemunha de tuas lutas
De escuridão e fogo
Teu universo opaco,
de forças sem fim,
no qual me desprezo e desejo.
Não sei quem sou!
Amo-te e renego-te
mas não sei que és…
Sei que estou imóvel neste caos,
nevoeiro,
corpo sólido de fumo
querendo ser e não ser
querendo o nada
e os sonhos que queimo,
formas fixas e plenas que crio
cavidades apagadas
com medos e seres que não existem.
terça-feira, janeiro 30, 2007

Não!!!
Não sei do que falas…
Meus ouvidos escutam-te,
mas não te oiço com o que sou
nem com o que te daria
Pois és p’ra mim murmúrio,
que dissipo no meu pensamento.
Não!!!
Não sei que falas nas confidencias,
Nem nesses teus pedidos e gritos.
Não grites…
és apatia.
Não peças…
são futilidades.
Nem sequer rias,
pois p’ra mim é morte.
Não!!!
Não sei do que falas…
terça-feira, outubro 17, 2006
Devaneio

Expando-me …
Ser de sonhos, gritos que se desfazem em folhas
e pedras que andam com braços
e olhos que nadam numa água de cubos, de túneis
que se afundam, retorcem
e que se elevam na serpenteante arvore dos seres
que se desprendem da terra
e que pairam …
sobre máquinas e tempo
e que se dissolvem em fumo
que sobe para o nada donde a chuva se eleva
como gotas negras que ardem em azul
quarta-feira, outubro 04, 2006
Experiência Cubista
Tenho um olhar ruidoso sobre o sabor amargo de mim,e trespasso o espaço agitado de quem fui.
Agora ao olhar-me,
escadaria que sobe e curva para fora de quem sou.
Vejo o odor de um bosque,
respiro o rio, que chove neste plano curvo,
e abro a janela por baixo de mim,
livro cujas frases, agrilhoam,
teia sombria de fúria
que me incitam a beber
mundos e medos de mim.
sexta-feira, setembro 29, 2006
O Povo das Sombras
Nesta minha primeira postagem, porque tenho uma superstição simbólica, quero colocar aqui um poema de minha autoria que tem para mim um sentido latente que me transmite força, "O Povo das Sombras "

Nas ruas desfilam assim
Iras, Contidas
Glorias, Suspensas…
As sombras de ninguém
Se uma grita o silêncio a vence.
A prisão inconsciente na quietude permanece
Sou escravo numa servidão livre,
mendigo opulento…
Quero o que não desejo, só querendo o que o mundo quer?
O mundo é hoje a Democracia
A vida é tirania.
E brado agora bem alto
Estremeçam ora oh sombras
Pois o sangue que em vós dorme.
Foi vida
E essa fúria adormecida erga-se agora
Pois o mundo gira
O homem definha
E o povo é sombra

Nas ruas desfilam assim
Iras, Contidas
Glorias, Suspensas…
As sombras de ninguém
Se uma grita o silêncio a vence.
A prisão inconsciente na quietude permanece
Sou escravo numa servidão livre,
mendigo opulento…
Quero o que não desejo, só querendo o que o mundo quer?
O mundo é hoje a Democracia
A vida é tirania.
E brado agora bem alto
Estremeçam ora oh sombras
Pois o sangue que em vós dorme.
Foi vida
E essa fúria adormecida erga-se agora
Pois o mundo gira
O homem definha
E o povo é sombra
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