segunda-feira, setembro 08, 2008

Um colapso no meu peito

Hoje o silencio é absoluto
e os anjos já em meus sonhos não cantam

Hoje quero ser vento,
rodar qual tormenta em pleno auge
E sem ninguém ver precipitar-me no chão
Morto em vão

Hoje a vaga do mar não tem som.
Nem gemem as escarpas,
quando a eles se aperta o mar.

Hoje sou eu a escarpa
de gemidos lacrimejantes
que se desfazem,
num oceano de lamentos corrosivos.

hoje a noite não cala os teus passos,
ecoando no vazio do meu peito
Nem o teu fantasma se inibe de me beijar
Nem minha pele cala a suplica p’lo toque quente
de um ser cujo o olhar,
de uma profundidade cósmica
pode avassalar as bases dos sonhos em pleno êxtase.

domingo, setembro 07, 2008

EZ SPECIAL - Sei Que Sabes Que Sim

Até à bem pouco não saberia tão bem o que significam estas palavras hoje SIM SEI

sábado, setembro 06, 2008

Vem

Vem
Além de toda a solidão
Perdi a luz do teu viver
Perdi o horizonte

Está bem
Prossegue lá até quereres
Mas vem depois iluminar
Um coração que sofre

Pertenço-te
Até ao fim do mar
Sou como tu
Da mesma luz
Do mesmo amar

Por isso vem
Porque me quero
Consolar
Se não está bem
Deixa-te andar a navegar

quarta-feira, agosto 06, 2008

So quero dizer isto por mais que não seja meu

Eu sei, eu sei
Quem és para mim
Haja o que houver
espero por ti

Pedro Ayres Magalhães, Haja O que houver

quarta-feira, julho 09, 2008

Coisas sentidas, coisas sem sentido

Sinto o ser trespassado por sentidos estranhos
de uma panóplia de mundos irreais
Mas...
    Serei eu esses mundos?
         Ou o irreal neles contido?
             Serei o real de um ser que pensa?
Ou uma velha alma num frasco guardada,
num qualquer mundo de caos largado?!!

Mas NÃO!!!
Sei que sou e o que sou
é inerente a mim mesmo
Como a ti,
           que sentes
                    e pensas.....
no algo que és, e não és.

E sabes que tens inicio em ti
E um fim dependente do que és
de ti mesmo pertencente essa terminação
limitante daprofundidade abissal do teu ser
mas que não é mais do que o nada.

E que ao olhares desse teu buraco para estas telas
cheias de coisas incandescentes e incompletas
essas são feitas da mesma essência que tu mesmo
a ti ligado de um modo indestrinçável
mas de ti distintas
                      S E P A R A D A S
por um infinito de vazio                           crescente

quinta-feira, maio 15, 2008

Chove,
e no meio da tormenta
salta um sorriso de poça em poça
qual afronta aos transeuntes
sincronizados à sombra do tempo.

Que belo quadro!
Queira eu ser assim
desafiar a lei imposta.
Afinal a tristeza não é estado natural.
Entrei num covil de sedentos vampiros
Bestas medonhas com alma de anjo
dos seus olhos,
emanava uma essência de luxuria envenenada

Simplesmente deprimente.
Vê-los deambular naquele buraco.
Não podiam ao menos abrir as asas,
e num dessincronizado bater
voar dali para fora

e assim permanecem,
na sombra do dia
percorrem as brumas de uma qualquer cidade,
homens pálidos de olhos vagos
seres que aspiram à plenitude incompleta.

Num barulho mudo
vagueiam lado a lado
entre dois mundos
o meu,
o teu,
enfim o nosso
e o daqueles cuja cegueira lhes turva a alma

quinta-feira, abril 03, 2008

Vitorina dos Dazkarieh

O 1º dos videoclips desta exelente banda

Mentira?
Mentira sou tu e eu
É aquele predio, aqule cão
Aquele ceu e aquele mar
Tudo tudo é mentira
Porque quando te vi
Mentiu meu coração

Somente a ti minha eterna esperança choro
só a ti que me alimentas e enfeitas meu sofrimento
com luzes foscas me atrais a um buraco de medos
carne podre embutida de aromas e fragrâncias exóticas
mentiras inebriantes
Que mais me queres com as tuas paixões vazias

Eu?
Já não quero esperança nem vingança
quero sentir com alma de quem sonhou
só quero o que não quero
E não sei o que quero
Nem o que sou

domingo, novembro 04, 2007

Abre-se a avenida perante mim
num estampido medonho
e vejo essa massa disforme em movimentos turbilhonares,
quase perfeitos,
num alinhamento poli mórfico,
metricamente sincronizado ao caos que a rege
os passos são uma sinfonia orquestralmente distinta
impregnada de contratempos desritmados

sexta-feira, outubro 26, 2007



E parou…
Num sopro gelado
toda a luz se apagou
todo o calor cessou.

A boca aberta tentada a gritar,
fez soar o silêncio do momento
soltando um som gutural
chorado…
cantado...

A cara pálida,
fria,
cortada por lágrimas ferventes
é derradeiro sopro de um fogo extinto.
Sonho perdido numa noite errante.

O brilho dos olhos fugiu apavorado
p’la negrura que invadia o ser,
qual sombra que cresce no final do dia.

Volta o Inverno ao débil coração!


sábado, outubro 20, 2007

Ri, chorei, senti
Aquilo que nunca tive
Nem de tal me deixava chegar
Gelo ardente no frio verão

Como é bom sentir
Viver e amar
Entre a luz e o mar
Como é bom sentir
Sorrir e cantar
Entre o sonho e o acordar

Em meus olhos sinto
Beijos brilhastes
Que desprezo ao acordar
Com a falta de te abraçar

Ai como é bom sentir
Viver e voar
Entre a luz e o mar
Como é bom sofrer e chorar
Quando a dor é saudade de te amar

domingo, setembro 16, 2007

terça-feira, julho 31, 2007

Rasgo este véu que me separa da loucura
E sinto-a invadir-me em ondas de raiva e júbilo
Com ódio do nada e do tudo, que ocupa os espaços vazios
entre este mundo e o outro
o real e a ilusão,
a desejo e a cobardia

Que medo de soltar o monstro
escondido no fundo do poço que sou
que desespero ansioso por oculta-lo
da luz deste impávido dia de refugo.

Confinado a mim,
neste ruído mudo, que me dilacera o corpo,
Sinto-me restos
Não somente p’la corrosiva dor
Mas p’la força de crer ser livre
nesta ira de te ter perto

Rastejo como verme,
nesta existência lodosa
Esmagando-me contra esta corrente de gente,
pálida e dormente

E sinto o mundo sugar-me o sangue das veias
Espezinhando tudo o que cresce
Como ódio rangente do nada que tenta ser gente.

sábado, julho 21, 2007



Na profundidade de mim
tenho saudade do que nunca tive

Que dor do nada que és
Que longe como sempre estiveste
Mas que ânsia tenho de ti
Pois meus dedos sentem teu rosto
Meus lábios tocam os teus
E num grito de alma martirizada, minha pele suplica por ti

É assim que sou sombra
em torno da fogueira que és tu
e ao acercar-me de teu calor
vejo o fim em tua luz

terça-feira, julho 03, 2007

E simplesmente tocou-me, pela letra, pela força e pelo que transmite.

sexta-feira, março 23, 2007

Encerro os olhos…
E elevo-me no caos de um céu,
repleto de sombras relampejantes

Sobe um silencio monocromático
cheiro o verde da brisa
Que enrola as sombras de luz pálida
Projectando os espíritos das coisas

Sinto o cair do tempo
Que cala o som de um segundo
E abandono-me nos dedos mudos da vida

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Sombra de euforia

Hoje minha alma rasga-se
e a fugidia razão me abandona
entre espinheiros de frio
e metal retorcido sobre mim

Minha vontade é papel e tinta
Que me cega
E me faz sentir meu intento
Despido sobre folhas
Corpo de musa que desfila em ondulantes movimentos
Com a sensualidade de um encanto
Que tenta a minha vontade de ser Ser
E me esmaga o ânimo real
E a consciência de estar consciente inconscientemente

Vejo as ideias de quem sou e de quem fui
E não me reconheço
nesse mar sereno de medo e fumo
como bruma que separa do mundo,
os mistérios que me habitam.

Entre a realidade e a ilusão de mim
Sinto um êxtase de sonhos
E navego,
espaço vago de pensamentos,
estendidos num fundo sem cor
que lutam por se impor
à paz que me não ocupa
e me atormentam.
Vigor mórbido
De seres que se ligam a mim
e me tornam mais ser
Do ser que não fui
não serei
mas sou.

Desperto-me,
e em teus olhos
De brilho escuro e amarelo
Que me abalam e espezinham,
entre espaços mortos de presença.
Exaltação de sonhos e formas

Meu medo…
tão sórdido,
por ti tão presente,
tão paralelo a mim
torna-me espectro de tuas vontades.

Sou testemunha de tuas lutas
De escuridão e fogo
Teu universo opaco,
de forças sem fim,
no qual me desprezo e desejo.
Não sei quem sou!
Amo-te e renego-te
mas não sei que és…

Sei que estou imóvel neste caos,
nevoeiro,
corpo sólido de fumo
querendo ser e não ser
querendo o nada
e os sonhos que queimo,
formas fixas e plenas que crio
cavidades apagadas
com medos e seres que não existem.

terça-feira, janeiro 30, 2007


Não!!!
Não sei do que falas…
Meus ouvidos escutam-te,
mas não te oiço com o que sou
nem com o que te daria
Pois és p’ra mim murmúrio,
que dissipo no meu pensamento.

Não!!!
Não sei que falas nas confidencias,
Nem nesses teus pedidos e gritos.
Não grites…
és apatia.
Não peças…
são futilidades.
Nem sequer rias,
pois p’ra mim é morte.

Não!!!
Não sei do que falas…